Peru rompe relações diplomáticas com Irã e acusa país de incentivar conflitos
Presidente do Irã diz que vai agir de forma recíproca se EUA cumprirem acordo preliminar anterior O Peru rompeu nesta terça-feira (1º) relações diplomáti...
Presidente do Irã diz que vai agir de forma recíproca se EUA cumprirem acordo preliminar anterior O Peru rompeu nesta terça-feira (1º) relações diplomáticas com o Irã. Segundo a chancelaria peruana, a decisão foi tomada diante da atuação de Teerã no Oriente Médio, das restrições à navegação no Estreito de Ormuz e de preocupações com a situação da democracia e dos direitos humanos no país. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Em comunicado, o governo peruano afirmou que condena a “escalada de conflitos” no Oriente Médio e acusou o Irã de incentivar a violência na região. A decisão foi tomada um mês após Keiko Fujimori assumir como presidente do país. O Peru também criticou as “severas restrições” impostas pelo regime iraniano e a interrupção do comércio internacional pelo Estreito de Ormuz desde março de 2026. Segundo o governo, as medidas violam princípios como a liberdade de navegação e o direito de passagem por estreitos usados no trânsito marítimo internacional. A chancelaria peruana afirmou ainda que as restrições têm impacto sobre os preços da energia e a estabilidade das cadeias globais de abastecimento. O Peru também criticou a atuação do Irã em relação ao programa nuclear. Segundo o governo peruano, Teerã tem dificultado o trabalho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ao negar, em diferentes ocasiões, acesso de inspetores a instalações nucleares. O governo peruano afirmou que a decisão de romper relações foi tomada com base em sua “histórica vocação pacifista” e no compromisso com o direito internacional e a defesa da democracia. Segundo a chancelaria, a decisão foi comunicada ao Irã por meio de uma nota diplomática entregue pela Embaixada iraniana no Equador, que também atua como representação diplomática do país no Peru. O Irã não havia se manifestado sobre a decisão até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM Irã acusa EUA de bombardear festa de casamento; 4 morreram e 50 ficaram feridos Nicarágua aprova reforma que exclui oposição das eleições Explosão de carro-bomba deixa um morto e 11 feridos na Colômbia A ex-candidata Keiko Fujimori, durante declaração à imprensa na qual anunciou que irá reconhecer o resultado das eleições presidenciais do Peru, em Lima, na segunda-feira (19) Reuters/Sebastian Castaneda VÍDEOS: agora no g1 Agora no g1